BNDES lucra R$ 2,06 bilhões no 1º trimestre de 2018

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Sede do BNDES no centro do Rio de Janeiro (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)

Resultado ficou 453,4% acima do registrado no 1º trimestre de 2017, quando o banco teve lucro de R$ 373 milhões. Patrimônio líquido ficou em R$ 74,2 bilhões.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve lucro líquido de R$ 2,06 bilhões no 1º trimestre de 2018 – uma alta de 453,4% na comparação com o registrado no mesmo trimestre do ano passado, quando o o lucro foi de R$ 373 milhões.

De acordo com o banco, o resultado foi impulsionado pelos efeitos positivos da reversão da despesa com provisão para risco de crédito e do crescimento do resultado com participações societárias.

“A necessidade de constituição de provisão para risco de crédito observada no ano anterior não se repetiu no primeiro trimestre de 2018 e culminou na redução da despesa dessa natureza em R$ 2,21 bilhões”, disse o BNDES.

O banco de fomento destacou que o desempenho positivo com participações societárias refletiu o crescimento de R$ 322 milhões do resultado com derivativos embutidos em debêntures e a redução de R$ 301 milhões da despesa com provisão para perdas em investimentos (impairment).

Também destacou o crescimento de R$ 209 milhões do resultado com alienações de participações societárias e o aumento de R$ 183 milhões na receita com dividendos e juros sobre capital próprio, em especial dividendos pagos pela Vale.

Dentre as alienações de participações societárias, o BNDES destacou a venda de ações da Petrobras. O percentual de participação do banco de fomento no capital total da petroleira caiu de 16,54% em dezembro de 2017) para 15,98% em março.

A inadimplência do BNDES em operações vencidas há mais de 30 dias subiu de 2,12% em dezembro de 2017 para 2,24% em 31 de março deste ano. Já a inadimplência superior a 90 dias caiu de 2,08% para 1,62% no mesmo período.

Patrimônio líquido

O patrimônio líquido fechou em R$ 74,2 bilhões em março de 2018, uma variação de aproximadamente 18% em relação a dezembro. Segundo o banco, esse crescimento “reflete basicamente os efeitos da valorização da carteira de ações, líquida de tributos, de R$ 9,62 bilhões, e do lucro líquido de R$ 2,06 bilhões”.

Créditos G1 Rio